Que
o mundo està mau dizemos
E
vai de mal a pior
E
afinal nada fazemos
Pra
que ele seja melhor
Á
tão pouca coisa boa
Tanta
má por boa escrita
Que
quando o bem se apregoa
Quase
ninguem acredita
Tanto
da vida conheço
Que
ao ver o mundo tão torto
Ás
vezes quando adormeço
Desejava
acordar morto
Depois
de tanta desordem
Depois
de tão dura prova
Deve
vir a nova ordem
Deve
vir a ordem nova
Antonio Aleixo...poeta
LACRIMA DE PRETA
encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
(António Gedeão)
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
(António Gedeão)


















